sexta-feira, 28 de março de 2014

"Blank Project" de Neneh Cherry em 140 caracteres


Mais de 15 anos depois do último álbum, o regresso com Keiren Hebden (Four Tet) e sem cheiro a mofo.

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segunda-feira, 24 de março de 2014

Dena - Flash


A búlgara DENA tenta tanto que acaba por cair no ridículo e parecer tonta. Tenta ser genuína nas suas origens com gestos e referências ao bairro onde terá crescido - o site e a conta de You Tube referem-na como denafromtheblock, título pouco apropriado para quem assentou arraiais em Berlim. Mais: tenta beber do legado de M.I.A., mas não lhe chega perto. Por fim, tenta defender-se do mais que previsível ataque dos haters, na faixa mais old school do registo, "Total Ignore", um enumerar de referências à linguagem internauta.

Na verdade, a única coisa cool no meio de toda esta ausência de personalidade é a presença de Erlend Oye (dos Kings of Convenience) no vídeo de "Cash, Diamond Rings, Swimmingpools".

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domingo, 23 de março de 2014

Bombay Bicycle Club - So Long, See You Tomorrow


Jack Steadman terá percebido que isto de ser mais uma banda de guitarras em 2014 acabaria por esgotar a paciência dos seus compatriotas britânicos, público que, sem grandes explicações, os vem distinguido das milhares de outras bandas que nos vão tentando aborrecer de morte. Algum mérito terão, pensávamos. E tínhamos razão - este So Long, See You Tomorrow comprova-o.

O vocalista dos Bombay Bicycle Club (BBC), dizíamos, percebeu que não se podia manter confinado aquilo que o fazia ouvir em terras de sua majestade e seguiu para este em busca de inspiração. Passou pela Ásia (Japão, Índia), pela Europa (a Holanda rural) e, qual ponto de convergência, a Turquia. Regressou de bolsos cheios - inspirado por Bollywood, pelo hip hop, por James Blake, pelos Broken Bells e por um monte de outras coisas que, audição a audição, teremos o prazer de destinguir. O Cosmopolitismo assenta bem aos BBC.

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sábado, 22 de março de 2014

"Interrupt" dos Bleeding Rainbow em 140 caracteres

Raramente é bom sinal quando uma banda nos lembra que os Guano Apes já foram grandes.

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sexta-feira, 21 de março de 2014

Angel Olsen - Burn No Fire For No Witness



O grande mérito de Waxahatchee (sim, a da canção que a série dos zombies deu visibilidade) está na forma descuidada, natural e sem artifícios com que se confessa perante o ouvinte. Afinal de contas, dor de corno para que te quero senão para criar uma dúzia de grandes canções? Há quem escreva um álbum perfeito e carregado de dor sincera para, logo depois, de deixar aburguesar. Exemplo: Charlie Fink e os seus Noah and the Whale. Infelizmente para nós, felizmente para eles, não há depressão que dure uma vida inteira. Em "Unfucktheworld", a primeira canção deste magnífico Burn No Fire For No Witness, Angel Olsen faz-nos acreditar por alguns segundos que é a Waxahatchee de 2014. É muito mais. 

"Unfucktheworld" é Olsen a dizer-nos que, do primeiro para o segundo disco, as coisas mudaram e, desta feita, até contratou um produtor experimentado. O som grungy faz cria um limbo ente uma atitude mais cândida e uma pose mais determinada. A complexidade da imagem de Olsen expande-se até aos vídeos que ajudam a construir uma identidade misteriosa e levam a algumas comparações vazias com a personagem de Lana Del Rey. A verdade é que, sem orçamentos e milionárias campanhas de marketing, a personalidade de Olsen está bem mais vincada. De resto, o som nostálgico de Burn No Fire For No Witness leva-nos a várias grandes senhoras da canção que a terão, de uma forma ou de outra, influenciado: Joni Mitchell, Cat Power, Hope Sandoval, Laura Marling, Chelsea Wolf e Torres. Em comum entre todos estes nomes: a palavra depressão.

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quinta-feira, 20 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014