A informação relativa a Kenny Davis é contraditória. Tem 46 ou 53 Primaveras? Foi criado em 2006 ou em 2008? Tudo isto é secundário, uma vez que a personagem é fictícia. O responsável por esta espécie de biografia contada a partir de testemunhos e canções em registo corta e cola é Serengeti, rapper de Chicago que já anda nestas coisas faz mais de 20 anos. Pouco interessa quem é Kenny Davis. Sabemos que o EP que lhe dá nome é divertido e despretensioso e um dos álbuns rap mais genuínos de 2013.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Melhores álbuns de 2013: 22º - Serengeti - Kenny Dennis LP
A informação relativa a Kenny Davis é contraditória. Tem 46 ou 53 Primaveras? Foi criado em 2006 ou em 2008? Tudo isto é secundário, uma vez que a personagem é fictícia. O responsável por esta espécie de biografia contada a partir de testemunhos e canções em registo corta e cola é Serengeti, rapper de Chicago que já anda nestas coisas faz mais de 20 anos. Pouco interessa quem é Kenny Davis. Sabemos que o EP que lhe dá nome é divertido e despretensioso e um dos álbuns rap mais genuínos de 2013.
sábado, 25 de janeiro de 2014
"High Hopes" de Bruce Springsteen em 140 caracteres
Apesar de apresentado como tal, não é radicalmente diferente dos últimos do Boss. A grande e desnecessária novidade guitarra de Tom Morello.
✮✮✮✮✮✮☆☆☆☆
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
"Forever" dos Painted Palms em 140 caracteres
Demasiada pirotecnia num álbum capaz agradar fãs de Panda Bear, embora mais acessível e menos complicado. Uma grande canção: "Here it Comes".
✮✮✮✮✮✮✮☆☆☆
Melhores álbuns de 2013: 23º - The Mantles - Long Enough To Leave
Quanto vale uma boa melodia? Perguntem aos Mantles. Ou então não, que a resposta está neste Long Enough To Leave, declaração de amor/citação aos/dos anos 60. Nostalgia? Sim, mas da boa. Um deleite.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Melhores álbuns de 2013: 24º - John Grant - Pale Green Ghosts
A grande vitória Pale Green Ghosts está na forma como John Grant se reinventou do primeiro para o segundo álbum sem estragar. Neste segundo capitulo da sua via pós-Czars, o para sempre amargurado músico injecta uma vertente electrónica à sua veia de escritor de canções clássico.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Hidden Cameras - Age
Até hoje, os Hidden Cameras nunca nos tinham soado mais do que aborrecidos. Em 13 anos e cinco álbuns não nos ficou uma única canção. Neste Age, é logo a primeira ("Skin & Leather") que nos chama a atenção. Não é a única, estamos perante aquele que é, de longe, o melhor disco da banda canadiana. A sucessão discográfica que começou com Ecce Homo, o único disco que o mentor Joel Gibb escreveu, gravou e editou sozinho, assenta em alicerces folk que variam apenas nos níveis de barroquismo e ambição. Essas duas variáveis surgem aqui ainda mais vincadas, mas a banda apresenta nesta colecção de oito canções uma panóplia de soluções muito mais ampla.
Quer isto dizer que continuamos a deparar-nos com a veia queer que levou um dia Gibb a classificar o som dos Hidden Cameras de "gay church folk music" - a verdade é que, de facto, as digressões passavam por igrejas e clubes recheados de strippers e go-go dancers -, sim, mas também temos recursos como o dub jamaicano ("Afterparty") e a música de dança ("Carpe Jugular"). Tudo isto com recurso a uma orquestra. Está feito, temos o primeiro grande disco do ano.
✮✮✮✮✮✮✮✮☆☆
Quer isto dizer que continuamos a deparar-nos com a veia queer que levou um dia Gibb a classificar o som dos Hidden Cameras de "gay church folk music" - a verdade é que, de facto, as digressões passavam por igrejas e clubes recheados de strippers e go-go dancers -, sim, mas também temos recursos como o dub jamaicano ("Afterparty") e a música de dança ("Carpe Jugular"). Tudo isto com recurso a uma orquestra. Está feito, temos o primeiro grande disco do ano.
✮✮✮✮✮✮✮✮☆☆
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