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sexta-feira, 4 de julho de 2014
[Volta ao Mundo] Albânia #6: A pop albanesa - Parte I
domingo, 18 de maio de 2014
[Volta ao Mundo] Albânia #6: Elita 5
Com mais de 20 anos de carreira, o rock dos Elita 5 cabe no rótulo de rock clássico, na abertura de um concerto dos Scorpions ou numa actuação no X-Factor local. São canções orelhudas, entre a balada e a "malha" hardrock. Criados poucos anos depois da queda do regime de Enver Hoxha, os Elita 5 ainda hoje tentam preservar as memórias desses anos, compondo canções com títulos como "Eu não sou um ditador".
sábado, 15 de março de 2014
[Volta ao Mundo] Albânia #5: 2Die4
Os 2Die4 são os Black Company albaneses. Foram os primeiros a fazer hip hop na Albânia e altamente influenciados pelo que viam na televisão, vindo do outro lado do Atlântico. Na roupa, nos vídeos, em todo o lado uma referência: 2Pac. Ironicamente, o álbum de estreia foi editado em Setembro de 2001, por alturas do maior ataque de sempre às terras de Tio Sam, e tornou-se num dos discos mais vendidos de sempre da história local.
A escassez de informação é enorme, mas encontrámos uma página dedicada ao grupo que é gerida por Juri Jurgeni, ele que vai colaborando um dos rappers do grupo. "Os 2Die4 são o único grupo que faz rap a sério na Albânia", diz-nos. "Sao vários os temas que passam pelas letras - a política, intervenção social, etc."
Os 2Die4 lançaram três discos, tendo o último sido editado em 2004. "Vamos assinalar o dia da edição [de Round 3] com um regresso ao estúdio e vamos gravar algumas coisas, sempre com beats típicos da west coast. Hoje em dia, o rap está em crise e queremos voltar a fazer coisas boas", termina.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
[Volta ao Mundo] Albânia #4: Blla Blla Blla
Para a generalidade das bandas, atingir a marca dos 25 anos de carreira é assinalável, mas na Albânia dá direito ao estatuto de lenda viva. Quando os Blla Blla Blla surgem em 1988, já os Gjurmet tinham chegado ao fim e o regime Estalinista de Enver Hoxha caído.
Em 1999, depois de uma singular caminhada de mais de uma década sem discos, o violinista Ermalj junta-se à banda transformando o seu som naquilo que conhecemos hoje. Ao virar do século, o quarteto edita um álbum homónimo e, em 2005, lança Over Sky Ballkanishe Re-form. Ambos revelam um som peculiar que deve muito ao rock progressivo e cantado em albanês. Lendas vivas, portanto.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
[Volta ao Mundo] Albânia #3: UniKKatiL
Pode parecer um paradoxo, mas UniKKatiL, o rapper albanês que mudou a face do hip hop local tornando-o mais (passe a redundância) albanês e menos americanizado, nasceu em Pristina, no Kosovo, mas emigrou para o Bronx (Nova Iorque), em meados da década passada, a dos zeros. Nos E.U.A. tornou-se parte integrante de dois colectivos, os Bloody Alboz e os Albanian Boys Incorporated, que vai equilibrando com a sua já preenchida carreira a solo - quatro álbuns, algum trabalho de produção.
Antes de UniKKatiL, o hip hop albanês versava sobre assuntos meramente positivos, ignorando o contexto em que estava inserido, o contexto de um país em constantes dificuldades e demasiado fechado ao mundo. UniKKatiL não gera consensos, mas tem o mérito de colocar o dedo na ferida ao invés de assobiar para o lado. A violência com que cospe letras reais sobre o país real concede-lhe tantos admiradores como detractores. Com ele, o hip hop albanês deixou de ser para meninos.
Vamos mais longe: o hip hop albanês terá começado aqui, mais de 30 anos depois de "Rapper's Delight"
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[Volta ao Mundo] Albânia #2: Jericho
Se os anos 80 dos Gjurmet foram marcados por uma Albânia fechada ao mundo, os 90s dos Jericho já conseguiam ver esse mundo através da televisão. Estávamos nos anos pós- Hoxha, pós-União Soviética, pós-Muro de Berlim. Os anos em que a MTV era a referência para o jovem albanês. Os Jericho são da geração que viu "Smells Like Teen Spirit" dos Nirvana e "Killing in the Name" dos Rage Against the Machine no pequeno ecrã. "Don't Fuck With Albanians", primeiro... hum... grito de revolta - contra a Europa que agia com indiferença perante o domínio da antiga Jugoslávia de Slobodan Milosevic - é, por exemplo, Rage Against the Machine chapado.
Foi a necessidade de fazer passar a mensagem cá para fora que fez com que os Jericho começassem por cantar em inglês. Hoje são uma banda diferente e não esquecem as raízes, pelo que o que fazem por estes dias é uma fusão entre rock, rap e música tradicional albanesa Em 2000 chegaram ao fim - os elementos da banda dividiram-se na decisão de tocar ou não essa "Don't Fuck With Albanians", esse manifesto que pode ser encaixado num nicho histórico muito particular. Em 2005, a banda que rouba o nome a uma canção dos Simply Red reuniu-se - até hoje. Não se metam com eles.
[Volta ao Mundo] Albânia #1: Gjurmet
Não vos vamos atirar à cara que nos fartámos daquilo que a música anglo-saxónica nos dá todos os dias e que já é tanto. Não, não o vamos fazer nem vamos negligenciar essa canção que nos continua a entusiasmar. Mas queremos mais. Queremos viajar pela Europa. Pela América. Pela Ásia. Por África. Pelo mundo. Comecemos pela Albânia.
Escrever sobre a Albânia - também conhecida por Terra das Águias - é escrever sobre mais de 400 anos de Império Otomano e de mais de 40 sob a liderança do regime Estalinista de Enver Hoxha que afastaram o país do resto do Mundo. Com a morte de Hoxha em 1985 e a queda do comunismo soviético, a Albânia passa, a partir de 1989, por várias mudanças drásticas. Os albaneses podem finalmente deixar o país e abraçar (com atraso) as evoluções e revoluções vindas de fora.
Ainda assim - e apesar da distância da Albânia para com o resto do mundo durante os anos Hoxha - grupos albaneses reproduziram para dentro ecos do que pouco que ouviam vindo de lá de fora. É o caso dos Gjurmet, malta que se deixou levar pela new wave no início do anos 80. O quinteto durou seis anos. Na verdade, o percurso
dos Gjurmet soa inglório - Nos primeiros três anos não editaram, no
quarto gravaram, no quinto editaram e ao sexto ano acabaram. Para a
posteridade fica o álbum homónimo, longo, de 21 canções, que vai dos
Talking Heads à folk local.
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