Os Foxygen iam acabar, mas afinal não. E a avaliar pelo que aqui ouvimos, Hang confirma: os Foxygen são, à imagem dos Death Grips, uma excelente piada. Depois de uma extraordinária homenagem ào psicadelismo era Summer of Love que foi We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic e do exagero do duplo ...And Star Power, os californianos voltam-se a esticar. Desta feita, as fichas no jogo da megalomania são todas colocadas numa orquestra de mais de 40 elementos, alguns deles bem conhecidos (elementos dos Flaming Lips, Matthew E. White, os Lemon Twigs...). Se a anedota mascarada de ópera-rock resulta? Não durante muito tempo. Existe aquela cliché que aponta para o disco que cresce com múltiplas audições. No caso de Hang, o efeito parece ser contrário. E atenção que deste lado está um fã de Age of Adz de Sufjan Stevens. Talvez apercebendo-se disso, a banda despacha a coisa em 30 minutos.
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terça-feira, 24 de janeiro de 2017
[Disco] Foxygen - Hang
Os Foxygen iam acabar, mas afinal não. E a avaliar pelo que aqui ouvimos, Hang confirma: os Foxygen são, à imagem dos Death Grips, uma excelente piada. Depois de uma extraordinária homenagem ào psicadelismo era Summer of Love que foi We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic e do exagero do duplo ...And Star Power, os californianos voltam-se a esticar. Desta feita, as fichas no jogo da megalomania são todas colocadas numa orquestra de mais de 40 elementos, alguns deles bem conhecidos (elementos dos Flaming Lips, Matthew E. White, os Lemon Twigs...). Se a anedota mascarada de ópera-rock resulta? Não durante muito tempo. Existe aquela cliché que aponta para o disco que cresce com múltiplas audições. No caso de Hang, o efeito parece ser contrário. E atenção que deste lado está um fã de Age of Adz de Sufjan Stevens. Talvez apercebendo-se disso, a banda despacha a coisa em 30 minutos.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
The Fresh & Onlys - House of Spirits
O caminho dos Fresh & Onlys tem ido no sentido de limpar o som, sujo no início, mais polido neste House of Spirits. Nada que impeça a distorção shoegaze de "Bells of Paonia" ou as ligações menos óbvias ao psicadelismo - bem diferente de outras bandas (Foxygen, Thee Oh Sees) descaradamente psicadélicas de uma cidade que virou o fetiche do momento. Tim Cohen, o mentor disto tudo, compôs num deserto, no Arizona, bem perto da costa Oeste dos Estados Unidos, fonte de inspiração para essa western "Animal of One" que também lembra os Cure, a par de "April Fools". Continua embrenhado em referências, mas longe do garage rock de antes, o som dos Fresh & Onlys. Nem Fresh, nem Onlys, mas continuam a valer a pena.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Dub Thompson - 9 Songs
Em 2004 eram os dois elementos dos Dub Thompson duas crianças com nove (sim, nove) velas sopradas, estreava nas salas de cinema um filme (?) intitulado de 9 Songs - basicamente, 71 minutos em que as imagens alternavam entre concertos de rock e cenas de sexo. Ou seja, bolinha no canto, os petizes ainda nem idade tinham para ver o Dragon Ball. A verdade é que 9 Songs parece ser uma referência ao filme-polémica que entretanto terá caído no esquecimento. Isto porque este 9 Songs "apenas" tem oito canções e um disco psicadélico e toda a gente sabe que nestas lides vale quase tudo.
E quão infindável será o caldeirão psicadélico em que até cabe uma faixa meio dub, meio rock, essa "No Time" que teve direito ao vídeo que podem ver aqui em baixo? Os Dub Thompson têm sido comparados aos Foxygen por duas razões: pelas origens (São Francisco) e pela produção deste 9 Songs, ao cuidado de Jonathan Rado, ele guitarrista dos... Foxygen. Clichés psicadélicos - exemplo: títulos de canções com nomes de espécies de dinossauros - à parte, o álbum de estreia dos Dub Thompson é um prometedor arranque de dois miúdos que ainda nem estão nos 20s.
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